quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Saudade do barrigão: fotos e clipe do ensaio

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E logo que Felipe nasceu, chegaram as fotos de gestante que fiz com a incrível profissional Kelly Stein.

Por absoluta falta de tempo, não registrei algumas aqui antes. Mas agora que Felipinho está um pouco mais calmo e consegue tirar uns cochilinhos durante o dia (bendito seja!!!), sobrou um tempinho para fazer esse registro lindo por aqui.

Porque minha gravidez, apesar dos medos e neuras, foi a fase de maior plenitude da minha vida! E será sempre lembrada com um carinho extremo...

E para coroar essas lembranças, as lindas fotos feitas pela Kelly... E no final, o clipe que ela fez com carinho todo especial prá gente!

:-)











terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dois meses!

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E ontem meu pequeno milagre completou dois meses!!!

Dois meses de muitos medos.
De angústias e aflições.
Dois meses de choros, cólicas, noites mal dormidas e sono, muito sono.
Dois meses de doação, pura, simples e incondicional.
Dois meses de dúvidas e de pânico por não saber se estamos agindo corretamente.
Dois meses de culpas...
Mas também dois meses de alegrias. De descobertas sem fim.
Dois meses de uma nova vida repleta de desafios diários.
Dois meses de deslumbramento com pequenas-grandes coisas, como um sorriso, uma sílaba balbuciada sem querer, uma mãozinha levada espontaneamente à boca.
E, principalmente, dois meses de muito, mas muito AMOR!!!



Meu pequenino, PARABÉNS pelo seu segundo mesversário. Que possamos comemorar datas como essa incontáveis vezes! Mamãe e papai amam você demais!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Registros do segundo mês...

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E por aqui seguimos... Ainda sem tempo de ligar o computador e fazer um post bacana e detalhista como eu gostaria. Felipinho ainda está muito manhoso e chorão, quer colo e atenção o tempo todo, e fico em função dele.

Os remedinhos para o refluxo deram uma acalmada no meu bebe chorão. Mas ele ainda tem regurgitado bastante, embora em uns dias mais, em outros menos. E chora bastante também!

Dias atrás passamos por momentos bem difíceis porque, além de ele chorar muito, demonstrava querer mamar de hora em hora. Eu tenho ficado na casa da minha mãe durante o dia - porque é desesperador passar o dia inteiro em casa sozinha ouvindo choro, sem saber o que fazer nem ter com quem conversar! - e ela, morrendo de pena do netinho, me "atormentou" o tempo inteiro no sentido de que, se eles está pedindo o peito, é porque tem fome e tem que dar. Fiz isso contrariada, pois queria respeitar os horários orientados pela pediatra, mas nada resolvia, parecia um ciclo vicioso.

No auge do desespero, terça-feira corri para o PS uma vez mais. Precisava ter certeza de que tanto choro não significava algo "mais sério". Lá fizeram exame clínico, de urina e de sangue (para desespero da mamãe, que chorou mais que o bebê na hora da picadinha). E graças a Deus, tudo perfeitamente ok.

A conclusão é de que o problema são mesmo as cólicas e o refluxo. Mas não aguento mais vê-lo sofrer!

Ai resolvi tomar ainda outra atitude: apesar de adorar a pediatra que o está acompanhando, peguei a indicação de outra, com uma amiga que o bebê passou por exatamente os mesmos problemas. E fomos ontem. Sei lá, de repente para ver se uma conduta um pouco diferente pode trazer mais alívio para ele.

Gostamos muito dela também, e ela alterou algumas coisinhas. Iniciamos as mudanças ontem mesmo, e agora é observar.

Ontem, após um dia agitado e de muita rua (fomos à pediatra nova e também passei em retorno com meu obstetra, e paramos para jantar na sogra), acho que ele ficou tão cansadinho que até chorar estava difícil. Então ele passou um dia tranquilo.

Hoje também está calminho, pelo menos até agora. Que Papai do Céu conserve assim!

E, para não perder o registro, seguem algumas conquistas e características do meu pequeno nesse segundo mês:



- apesar de muito choro, quando está calmo ele distribui sorrisos! Já deu até umas gargalhadas barulhentas e de sacudir o corpinho!;

- também deu de conversar; se ficamos de frente a ele e conversamos, ele quer responder e mexe a boquinha, soltando uns sons deliciosos - alguns "ah guuuu", "ah raaaa" e "mã mã mã"; (mamãe morre e faz ploft!);

- está cada vez mais firme e durinho; se pegamos pelas mãos, faz força querendo levantar, e mexe a cabeça muito mais do que eu imagino que deveria um bebê de menos de dois meses;

- está absolutamente apaixonado pelo seu banho! ADOOORAAA o banho, fica super relaxadão e já até dormiu na banheira (maior dificuldade para fazê-lo mamar depois!);

- está conseguindo tirar uns cochilinhos durante o dia, mas tem um sono leeeeveeee de dar dó. Acorda fácil e tem um soninho agitado;

- tanta agitação durante o dia faz com que tenha um bom soninho à noite; alias, a rotina da noite está bem estruturada: todos os dias mama entre 22h e 23h, dorme pesado até uma 3h e mama de novo; dorme bem até 5h/5h30, quando começa o sono leve e tumultuado, acordando o tempo todo. Tenho conseguido mantê-lo nesse soninho até umas 6h30, quando é hora de outra mamada;

- o recorde de soninho contínuo até agora, à noite, foi de 5h30;

- já demonstrou que tem personalidade forte e não gosta de esperar; quando quer seu tetezinho, aaah de todo mundo se não for prontamente atendido!!!;

- continua crescendo e engordando como um bezerrinho, entre 40 e 55 gs por dia. Na consulta de ontem já estava com 5.160kg e 58 cm, com um índice de massa corporal de 15,3 (que chique!);

- por conta disso, já perdeu muuuuuuitas roupinhas e está usando tamanho P ou 3 meses;

- AMA andar de carro! Pode estar no maior chororô, é só colocar no bebe conforto que sossega; mamãe perdeu o medo de dirigir sozinha com ele após colocar um espelho retrovisor que permite enxergar o baby da direção, e ele fica quietinho atrás, mesmo que sozinho;

- adora mamar nas posições mais gostosas e engraçadas; a mais marcante é um pezinho apoiado no outro, e com os dedões dos pés SEMPRE levantados;

- por conta do refluxo, alteramos a posição de dormir, de barriga para cima para deitadinho de lado; mas quem falou que o rapazinho gosta disso? Acostumou a dormir de barriguinha pra cima e se vira ao longo da noite, quando colocado de outra forma. E joga a cabecinha pra trás, sempre...;

- num dia de muito calor e impaciência dele, dei um golinho de água, e parece que ele adorou; queria mamar tudo;

- toma alguns remédios numa boa, "mamando" a colher ou a seringa; só tem um até agora que ele não gostou, e aí não tem jeito: chora, faz manha, e eu insisto e coloco o remédio na boquinha com conta gotas; ele espera um tempo e em seguida cospe tudo!!!;

- num surto de achar que estava com pouco leite, e por orientação da pediatra, tentei complementar com leite artificial; o rapazinho, que não é bobo nem nada, odiou e não quis. Tentei dar a mamadeira com meu leite e ele tomou tudinho, sem nem pestanejar; aboli a ideia do complemento e passei a tomar remédio para aumentar o leite e dar conta da demanda do meu "fominha";

- e, finalmente... ele está cada dia mais lindo, fofo, grandão e gostoso!!! Apesar do cansaço extremo e da dor de vê-lo sofrer com esses incômodos, a mamãe aqui baba muuuuito nele e fica impressionada quando consegue se dar conta do quanto ele fica diferente a cada dia que passa!



E por hoje é isso! Segunda-feira ele completa dois meses e se Deus quiser logo estaremos numa fase mais tranquila, com menos cólicas e dorzinhas. E a vida ficará ainda mais feliz e colorida!!!




Filho, fica bonzinho logo! Mamãe te ama muito e não vê a hora de fazermos muuuuiita bagunça por aí!

sábado, 1 de setembro de 2012

Dias de fúria

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E nem acredito que encontrei um tempinho pra passar por aqui.
 
Temos vivido dias difíceis com nosso pequeno. Além da cólica, que já relatei em outro post, descobrimos esses dias que meu pequenino está sofrendo de refluxo.
 
Ele está regurgitando bastante, e além disso, mama e chora... chora muito! Não consigo deixá-lo em pezinho para arrotar, é uma luta! Ele joga o corpinho prá trás, se contorce e grita. E eu choro junto, com o coração sangrando.
 
Estamos assim há dias, uma verdadeira luta. E aí ele passa o dia todo chatinho, e só quer saber de colo. Minha casa está abandonada, fico em função dele, o tempo todo. E todo o resto - como os registros aqui - acabam ficando abandonados também.
 
Pelos sintomas dele, eu já tinha certeza que era refluxo. Mas o quadro foi confirmado na quinta, em consulta à pediatra. A Dra. Carla deu dois remedinhos que ele já está tomando, mas segundo ela são pelo menos sete dias para começarmos a sentir melhoras. Meu Deus, será que aguento ve-lo chorando, gritando e sofrendo por mais todo esse tempo?
 
A maternidade começa a deixar suas marcas no meu coração...
 
Para o post não ficar muito deprê, vamos às boas notícias.
 
Na sexta dia 24/08, meu príncipe completou UM MÊS de vida! Fomos para a casa da vovó, e a idéia era fazer festinha. Mas como ele estava bem chatinho já, acabamos só fazendo uma fotinho de registro e logo viemos prá casa.

 
Na consulta desta quinta também vimos que, apesar do quadro de refluxo e do retorno de parte do leite que ele mama, ele está ganhando peso como um tourinho!
 
Segue a evolução do peso e altura:
 
NASCIMENTO EM 24/07/12: 49cm e 2,890kg
SAÍDA DA MATERNIDADE EM 27/07/12: 49cm e 2,600kg
1ª CONSULTA EM 30/08/12: 49cm e 2,760kg
2ª CONSULTA EM 08/08/12: 50,5 cm e 3,135 kg
PESAGEM EM 16/08/12: 3,490kg
3ª CONSULTA EM 30/08/12: 55cm e 4,265kg
 
Graças a Deus, nesse quesito a nota tem sido sempre DEZ! Meu tourinho está crescendo...
 
Agora seguimos aguardando a medicação contra o refluxo começar a fazer efeito para que ele volte a ser aquele bebê bonzinho e calminho. E, à medida que der tempo, venho aqui fazer os devidos registros.
 
 
Filho, juro que, se eu pudesse, sentiria tudo no seu lugar. Corta meu coração te ver sofrendo, e tenho pedido a cada dia ao Papai do Céu que tire isso de você! Te amo, meu pequerrucho!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Registro das primeiras semanas...

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E hoje meu Felipe completa 22 dias de vida. Há vinte e dois dias, sou mãe. Há vinte e dois dias, minha vida ganhou um novo e incrível sentido!

E muita coisa aconteceu ao longo desses dias, embora, se olharmos rapidamente, possa parecer que apenas dei de mamar e troquei fraldas! (e COMO fiz isso!!!). Mas há coisas muito mais sutis e muito maiores por trás dessas tarefas necessárias e corriqueiras do dia a dia.

Vale aqui um pequeno registro. Sim, pequeno, porque nos minutinhos de folga que tenho agora vai ser impossível fazer um registro preciso de todas as transformações e descobertas que já vivemos. Então, fica aqui o que a memória e o pouco tempo permitirem!


* Eu tinha muito medo dos cuidados básicos com o bebê; descobri nesses dias que isso - amamentar, trocar fraldas, dar banho - é o mais simples; há medos e dúvidas muuuuito maiores que assolam as mães de primeira viagem;

* Apesar de não termos tido grandes problemas com o início da amamentação, agora as dúvidas começaram a surgir, pois parece que o leite diminuiu e que ele está sempre faminto - o que deixa a mamãe aflita e vai render uma passadinha extra na pediatra amanhã só para pesagem;

* Aprendi que meu Felipe odeia ficar sem roupa; as trocas de fraldas são geralmente um pequeno escândalo, ele chora, grita, esperneia, mas tudo acaba assim que se coloca a calça ou se fecha o macacão;

* Provavelmente por sentir frio, os primeiros banhos também foram de muito chororô... mas a partir de uns dez/doze dias de vida, ele passou a prestar atenção ao banho e demonstrou até um pouco de curtição;

* Nos ultrassons feitos ao longo da gravidez, ele estava sempre segurando os pezinhos; compramos muitas meinhas lindas, mas o negócio dele é "pés livres"! As meinhas não param nos pés!;

* Ele é muito bonzinho, quando acorda com fome faz apenas uns breves resmungos e só chora mesmo se demorar para ser atendido, ou quando tem cólica;

* Infelizmente, ele TEM cólica; essa parte é horrível, dá muita peninha e a mamãe chora junto quando o vê sofrer; fazemos massagem, ginastiquinha com as pernas, bolsa de água quente e, quando a dor persiste, atacamos de Luftal;

* Ele dorme bem à noite, a rotina tem sido uma mamada por volta das 23h/meia noite; outra por volta das 03h e depois só de manhãzinha;

* Apesar de a regra ser dormir bem, quando a cólica ataca o soninho não vem; aí é baladinha noturna com noite em claro; foram umas quatro até agora;

* Ele é afobado para mamar e engasga e engole muito ar; já aprendi que o ideal com ele é interromper a mamada umas duas ou três vezes para um rápido arroto; alivia e ele volta a mamar mais tranquilo;

* Apesar de bonzinho, ele é irritadinho e temperamental; é hilário quando, depois de interromper a mamada para o arroto, ele é colocado de volta no peito: fica bravinho pela interrupção, começa a agitar a cabecinha para um lado e para o outro, fazendo barulhinhos de irritação, e de repente abocanha o peito com tudo; aí acalma e volta a mamar;

* Ele ainda não aprendeu muito bem que o "tetê" não está no meio do meu braço; na hora de mamar, vira a cabecinha toda para trás na direção do meu braço procurando o alimento;


* Odeia esperar para arrotar, depois da mamada; fica impaciente e não gosta de nenhuma posição, quer logo deitar e dormir;


* Quando engasga mamando, eu sacudo e assopro para voltar, e quando passa ele me olha com uma carinha linda, que parece dizer "ai, ai, muito obrigado...", e tenho vontade de morder!;


* Adora o quadro da sala, a TV, o móbile do berço; às vezes interrompe a mamada olhando hipnotizado para um desses objetos;


* Também curte um passeio de carro, assim como o papai: fica olhando fixamente para o vidro, onde as coisas passam depressa, e depois adormece;


* O umbigo caiu com quinze dias e já ficou lindo, perfeito e limpinho;


* É o rei dos "bicos": faz caras e bocas o tempo todo, qualquer que seja o estado de espírito;


* Ganha tantos beijos da mamãe que corre o risco de "gastar".


Por fim... já descobri que, por mais que eu tenha passado os nove meses de gravidez lendo a respeito da maternidade, nada seria capaz de me preparar para o sentimento arrebatador que ela traz!


Filho querido... a mamãe está absolutamente APAIXONADA por você!


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Dia dos Pais!!!

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Ontem o dia foi mais do que especial!!!

Foi o primeiro dia dos pais do papai do Felipe, do meu maridão, do nosso amor, Ricardo.

E só por isso, foi muito, muito feliz e comemorado!

Tivemos, eu e o pequeno, que nos virar com um presente sem sair de casa. E aprontamos algumas pequenas surpresinhas para o papai. Vale o registro!


O presente mais importante!!! E o mais esperado!

Gracinha na rede social...


A surpresinha pro papai: bouquet de flores, bolo de chocolate, livro "Você é o melhor pai do mundo"
e cartão de parabéns assinado pelo Felipe!

Que esta seja apenas a primeira de muitas, muitas datas que comemoraremos em família!

E aproveitamos a data para fazer nosso primeiro passeio (porque as saídas de casa anteriores, para ir à pediatra e ao obstetra, não contam como passeio, né?): fomos almoçar na casa do vovô Claudio, que agora é papai em dobro: pai e avô!


PARABÉNS ao meu paizão, Claudio, pelo seu dia.
E PARABÉNS ao meu amor, Ricardo, pelo seu primeiro dia dos pais!
Amo vocês!


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Elas chegaram: a cólica e a culpa

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E de repente a gente se dá conta de que as coisas estavam fáceis demais...

Pois é, estou deslumbrada e encantada com o meu filhote e com a maternidade, mas (logo) chega a hora de descobrirmos que as amigas mais experientes tem razão e que nem tudo são flores!

Dia 30 de julho fomos à pediatra pela primeira vez e, no meio do um milhão de dúvidas que tínhamos, ela rapidamente falou sobre a grande vilã das primeiras semanas de vida dos babies: a temida cólica. Deixou receitado o remedinho para o caso de eu precisar. E a pergunta da mamãe de primeira viagem aqui: “e como vou saber se ele está com cólica?”. A resposta da doutora: “Ah, não tenha dúvidas: você VAI saber”.

Com medo dessa certeza toda, contentei-me com essa resposta evasiva e deixei o assunto prá lá. Afinal, dizem que cólicas, só lá para os vinte dias de vida da criança. Affff... até lá são tantas e tantas mamadas e trocas de fraldas que falta uma eternidade para pensar nisso, certo?

ERRADO.

A cólica chegou. Mais cedo do que o normal. Com nove dias de vida do meu lindão. E a pedi tinha razão: eu instintivamente soube que era ela.

Ele chorava sofrido, doído. Contorcia a barriguinha e agitava as perninhas. Fazia caretas de dor. E eu chorava ao lado dele. Fazia massagens na barriguinha e de repente ele soltava um punzão e o choro diminuía, por alguns minutos.

No desespero, peguei o remedinho receitado pela médica e dei. Cerca de meia hora depois, ele acalmou.

E eu traumatizei.

Fui orientada por uma amiga mamãe a cortar alguns alimentos da dieta, e assim eu fiz (chocolate, café, refrigerantes, feijão, vegetais escuros e, o pior pra mim: leite e derivados). Coincidência ou não, nos dias seguintes a coisa ficou melhor. Percebia a dorzinha às vezes, mas em graus mais “leves”. E me socorri do Luftal quando achei ser necessário.

E aí chegamos à madrugada de 06 de agosto. Ele passou o dia anterior muito bem, tranquilinho. Depois da mamada da noite, tudo começou: ficou chatinho, resmungão. O resmungo evoluiu para choro e todo o resto do primeiro dia. Corremos para o Luftal, mas dessa vez não resolveu. Conclusão: bebê acordado e cada vez mais cansado, e eu com ele no colo, tentando decifrar cada um de seus gemidos, e sem pregar os olhos a noite toda.

Aí o cansaço começou a bater, e você se vê dormindo em pé. Sempre tive muita dificuldade para lidar com o sono. E, no meio da madrugada, junto com toda a frustração de ver seu filho chorando sem saber o que fazer, a irritação me pegou de jeito. Marido acordou depois de muito berreiro e, de cara feia, tirou-o do meu colo. E incrivelmente ele começou a se acalmar. E aí entrou em cena o outro vilão da noite: a CULPA, e sua estréia em minha vida de mãe.

Percebi que a minha irritação estava deixando meu pequeno ainda mais irritado. E aí a culpa veio com o pacote completo: me dei conta que minha irritação alcançou MEU FILHO! Meu pobre bebê, indefeso e com dor, que só gritava pedindo ajuda, e eu ali irritada! Que absurdoooo! Como é possível??? Ainda mais ele, que eu desejei TANTO, que eu pedi TANTO? Me senti péssima com essa constatação e chorei, chorei, chorei...

Quando o papai saiu prá trabalhar (com medo de deixar seu filhote com uma mamãe louca e quase histérica...), eu só conseguia pegar meu pequeno no colo, abraçar, beijar e pedir muitas desculpas pelo meu descontrole. E prometer que faria todo o possível para que aquilo nunca mais acontecesse...

Depois de tantos pedidos de perdão, consegui me acalmar um pouco e, com o passar dos dias, o sentimento de frustração diminuiu. Mas ainda não foi embora por completo. E me pergunto, agora, que níveis essa culpa toda pode alcançar em nossa trajetória como “mães”.

Repito pra mim mesma que vou sempre fazer o meu melhor para o meu filho; que o amo mais que tudo na vida. Mas sei que teremos outros episódios de dúvidas e de culpa. Porque – tá certo, agora eu entendo... – isso vem tudo junto no pacote “MÃE”.

E apesar dos tropeços e das pedras no caminho, ainda assim já sei que vale muuuuito a pena!!!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Chegando em casa...

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E, no dia 27 de julho, tivemos alta da maternidade. Estava receosa, pois um dia antes Felipe apresentou um ligeiro quadro de icterícia e o pediatra disse que apenas na sexta-feira poderia confirmar a alta. Mas o quadro se manteve estável e fomos, os dois, liberados.

Prontos para ir para casa e para a “brincadeira”, realmente, começar!



Como o Ri não conseguiu férias no trabalho, optamos por passar os primeiros dias na casa da minha mãe, até nos habituarmos à nova rotina. Mas tudo correu muito bem. A primeira noite foi tranquila, ele dormiu bem e o acordamos a cada três horas para mamar e trocar.

Nesse dia o leite já se mostrava presente e ele não teve dificuldades para mamar. Um bezerrinho esperto, esse mocinho! Lindo demais vê-lo sugando, tão direitinho...

A segunda noite foi mais complicada: ele resolveu mamar praticamente de hora em hora. Com isso dormimos super pouco, e o cansaço ficou mais evidente.

Foi importante contar com a ajuda da vovó, do vovô e das titias nos primeiros dias. Adquirimos segurança para trocar fraldas, dar banho e encarar a rotina de modo geral.

Na segunda-feira, 30 de julho, passamos em nossa primeira consulta com a pediatra – foi cedo, por conta do quadro da icterícia. A Dra. Carla foi indicação da Maria Lívia, mamãe da fofa Maísa, e adoramos a médica! (Obrigada uma vez mais, amiga!) Mas o melhor foi saber que está tudo super bem com nosso pequerrucho. Ele ganhou nota 10 da doutora e vários elogios de “como é esperto!”, cada vez que tentava se esquivar das avaliações da médica. A icterícia já foi embora. E o melhor: ganhou 165 gramas em três dias! Excelente, segundo ela (o bebê deve ganhar pelo menos 20gs por dia nessa fase; Felipe ganhou 55gs!). O que indica que tudo está bem com a amamentação.

Assim, seguimos mais confiantes...

Passamos o resto da semana na casa da vovó e na sexta-feira, 03 de agosto, tirei os pontos da cesárea e concluímos que era hora de voltar para nosso cantinho. De apresentar nosso lar para o nosso bebê!

E se eu me prepararei para tantas e tantas coisas ao longo desses meses, definitivamente ESSA foi uma coisa para a qual eu não estava preparada. Assim que entramos com o carro na garagem, fui tomada por uma sensação muito, muito estranha. Poxa, esperamos tanto por isso, e agora era a hora de, finalmente, trazer nosso filhotinho para nossa casa!

Entrei no apartamento já chorando... foi uma emoção incrível trazê-lo para nossa vida, para o nosso mundo, agora de verdade. Apresentei rapidamente a casa para ele – rapidamente, porque o bichinho já estava esganado de fome! Trocamos a fraldinha rapidinho e fomos resolver a fome de leão do moço.

E aqui começou, de verdade e totalmente, nossa trajetória como “PAIS”. Que Deus nos ilumine e oriente nessa grande e linda missão!



Filho, sei que não vamos acertar em todos os momentos. Sei que teremos fases de dúvidas, incertezas e falhas. Mas saiba que entramos nessa nova etapa querendo ao máximo acertar, querendo nos doar completamente à você e às suas necessidades, querendo fazer tudo ao nosso alcance, e mais um pouco, para que você cresça feliz e saudável, e se torne um homem de bem.

Espero que um dia você possa ler tudo isso e concluir, com alegria, que acertamos mais do que erramos.

Só não tenha dúvidas de uma coisa: que o nosso amor por você já é grande demais!!! E que, agora, é por você que respiramos!!!