sexta-feira, 9 de março de 2012

Primeiro trimestre e US morfológica

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Escrito em 28/01/12

Toda a minha confiança e determinação em escrever da semana passada de repente foi mirrando ao longo desses últimos dias...

Aproximava-se dia 27/01/2012, dia marcado para a primeira ultrassonografia morfológica, com medida de translucência nucal – exame sempre tão esperado e temido pelas mamães...

E não tem jeito, em se tratando da minha pessoa e das experiências que já vivi, realmente não tem como o medo passar longe. Mas, chegado o dia tão esperado, lá fomos nós, cheios de expectativa e com o coração pulando pra fora do peito, para mais um encontro com nosso pequeno.

E, graças a Deus, tudo correu muito bem! Uma graaaande injeção de ânimo, que me dá forças para acreditar e continuar esse pequeno registro.

Mas... como o certo é a gente começar as coisas pelo começo, que assim seja. Registro a seguir as emoções dos exames, notícias e novidades das últimas semanas. Eis, em algumas palavras e imagens, nossos primeiros contatos com o serzinho mais importante das nossas vidas!


01/12/2011: primeiro beta hCG: super baixinho, 50,53 mUI/ml

03/12/2011: segundo beta hCG: 141,47 mUI/ml

05/12/2011: terceiro beta hCG: 388,50 mUI/ml

07/12/2011: quarto beta hCG: 881,33 mUI/ml

12/12/2011: quinto beta hCG: 3.298,00 mUI/ml

15/12/2011: primeiro US obstétrico: 6 semanas e 1 dia; embrião com 3,7 mm, batimentos cardíacos fetais presentes.


22/12/2011: segundo US obstétrico: 7 semanas e 1 dia; embrião com 8,5 mm, batimentos cardíacos fetais a 129 bpm.


30/12/2011: terceiro US obstétrico, de emergência, por conta de pequeno sangramento: 8 semanas e 2 dias; embrião com 17 mm, batimentos cardíacos fetais a 170 bpm, sinal de pequeno descolamento ovular.


03/01/2012: quarto US obstétrico: 8 semanas e 6 dias; embrião com 22 mm, batimentos cardíacos fetais presentes, descolamento regredindo. Presente de aniversário pro papai!

12/01/2012: quinto US obstétrico: 10 semanas e 1 dia; embrião com 31 mm, batimentos cardíacos fetais a 188 bpm, visualização dos brotinhos dos braços e pernas.


13/01/2012: resultado do exame de sexagem fetal: nosso FELIPE a caminho! Surpresa pro papai!


20/01/2012: sexto US obstétrico: 11 semanas e 2 dias; bebê com 40 mm, batimentos cardíacos fetais a 168 bpm, pulando e saracuteando igual ao pai!



27/01/2012: sétimo US obstétrico, morfológico do primeiro trimestre com medida de TN: 12 semanas e 2 dias; bebê com 58 mm, batimentos cardíacos fetais a 165 bpm, todo formadinho e perfeitinho. Confirmação por US de que é mesmo o Lipe quem está chegando!




Filhote, a esperança de que você esteja conosco, na nossa casa, nos nossos braços, em mais ou menos seis meses, está cada vez mais forte no peito! Incrível como de repente tudo fica pequeno, tudo que não diga respeito a você perde a importância!



quinta-feira, 8 de março de 2012

Recomeço e esperança...

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Escrito em 21/01/2012

Aqui estou eu outra vez... Na maior indecisão “volto ou não volto?”, “começo ou não começo?”, “me jogo ou espero mais um pouquinho?”.

Quando a gente se machuca, geralmente fica uma ferida. Mas quando o machucado é na alma, essa ferida não sara nunca. E a gente tem medo de cair de novo, de sofrer de novo.

Vários meses atrás, resolvi dar início à concretização de um sonho. A vida vinha seguindo bem direitinho: casamento lindo, curtição da vida a dois, passeios, viagens, liberdade... E eis que, de repente, começa a faltar algo. O quê, não sabíamos exatamente. Toca programar outra viagem, então! Toca pensar em alguma aventura. Mas ainda assim, havia algo faltando... Demorou alguns meses até descobrirmos que, o que faltava, não era “ALGO”, mas “ALGUÉM”. E, ao chegar essa consciência, de repente o espírito maternal (aquele que sempre te disseram que existe...) aflora com tudo!

Sim, depois de mais de três anos de um casamento lindo e perfeito... vimos que faltava um bebê! E porque não providenciá-lo JÁ?

“Perfeitinha” como sempre tentei ser, cuidei de alguns detalhes práticos importantes e, um tempinho depois, demos passe livre para a natureza agir.

Mas... a natureza começou a se mostrar teimosa! Passados alguns meses, e já conhecedores de alguns empecilhos, intensificamos as investigações e, de repente, nos vimos no complexo e difícil mundo dos tratamentos para engravidar.

Foram exatos treze meses, de lutas incessantes, de concessões, de lágrimas, de medo, de angústia, de dúvidas, de questionamentos. No meio disso tudo, alguns momentos de extrema alegria, como quando, na segunda tentativa, a gravidez aconteceu! Mas o sonho durou pouco, a festa acabou cedo... Com sete semanas, perdemos nossa menininha, por conta de uma alteração genética.

Depois, em outra tentativa, uma alegria de pouquíssimos dias: um beta positivo que, uma semana depois, despencou. Mais dúvidas, medos, necessidade de explicações que não existem... Insistimos mais um pouco e nada...

Até que um dia, exatos treze meses depois do início, eis que Deus, a vida, o Universo, nos presenteiam com outra chance! POSITIVO! O terceiro em um ano! Começou beeeem diferente, um beta baixiiiinho, modesto, que dava medo de não subir. Mas foi subindo... até que vimos aquele pontinho pulsante de 0,4cm na tela do ultrassom...

Medo... dúvida... insegurança. Já doeu tanto! Como se poupar, para o caso de mais uma dor surgir?

E foram passando as semanas, as inseguranças ainda presentes, mas a ESPERANÇA crescendo junto com nosso feijãozinho.

E eis que nessa semana leio algo muito sábio vindo de uma amiga muito querida, muito especial, minha querida Lê, que também sabe o que é ter medo de nunca conseguir ter um filho. Fica aqui o registro para eu não esquecer:

“Rê, talvez eu seja a última pessoa autorizada a falar isso para você, mas deixe-se entregar! Não se envolver é impossível. Você já está mergulhada INTEIRA nessa história. Deixar de viver esses momentos só ia te tirar alegrias enormes. Mesmo com medo, curta, sonhe, fantasie. Porque eu já me conformei que medo sempre teremos, não tem jeito, a forma é não deixar que ele iniba nossas iniciativas.”

E essas sábias e lindas palavras (que sei que são absolutamente sinceras e demonstram um carinho enooorme por mim!), me encorajaram a, hoje, retomar um projeto de lá atrás, que inclusive foi iniciado na minha outra gestação, mas que lá foi interrompido tão bruscamente: fazer um registro, para o meu filho, de cada momento de espera por ele. De cada preparativo, de cada emoção, de cada experiência. Porque tudo isso é intenso demais, é lindo demais, é forte demais, e merece ficar guardado. E porque eu acredito que uma criança que cresce com a consciência do QUANTO foi amada e desejada, certamente será uma pessoa melhor e mais feliz.

FILHO, você está há 11 semanas e 3 dias na barriga da mamãe. Hoje você tem cerca de quatro centímetros, mas já está todo formadinho e é a razão do meu viver! Dei uma espiadinha em você ontem lá na clínica do Dr. Georges e você estava todo espoleta, já parecendo seu pai, sem parar quieto um segundo!

E, meu filho, por mais que sua mãe medrosa aqui insista em fingir estar cautelosa, isso é tudo fachada e só sonho com cada segundinho que passaremos com você!

Aqui começa o registro da sua história, meu bebê... Uma história que começou meses atrás, no sonho que alimentamos em ter você conosco. Mas que, por algum motivo, Papai do Céu atrasou um pouquinho para concretizar. Mas eu acredito que esse é o nosso momento, que de fato chegou a nossa vez!

Que Papai do Céu e Virgem Maria te abençoem, meu filho! Que você cresça forte e saudável e logo esteja aqui, ao nosso lado, trazendo sentido às nossas vidas!

SEJA BEM VINDO, MEU AMOR!

Um beijo, da sua mamãe...